“Medications” chega ao Brasil

Pouso Alegre - Pela primeira vez no Brasil, a banda americana de Washington Medications agita a noite pousoalegrense. Devin Ocampo no vocal e guitarra, Chad Molter no baixo e Andrew Becker na bateria, proporcionaram aos espectadores do show uma mistura de um novo conceito entre letra e harmonia, que certamente nunca foi visto antes na cidade.
A banda que já se apresentou no Japão, Polônia e Europa Oriental, além de todos os Estados Unidos, chegou ao Brasil no dia 25 de abril e deu início a uma série de shows em Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo, Londrina, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brusque e Campinas. A abertura da turnê que foi no UTI Music Bar, em Pouso Alegre, deu uma pitada de rock de qualidade nas noites da cidade, que mesmo sendo numa quinta-feira, teve a casa cheia.

O público correspondeu ao alcance das expectativas da banda local PUMU e Debate, de São Paulo, que também se apresentaram. Já na primeira apresentação brasileira, Ocampo disse ter ficado surpreendido com a animação e alegria dos brasileiros. Ele contou que em suas andanças pelo mundo, já aconteceu de tocarem para uma platéia cheia que não manifestava qualquer tipo de emoção, situação essa muito ruim para os músicos que estão se apresentando.
Quando indagados quanto ao que esperavam pela turnê brasileira, os três foram enfáticos ao afirmar que eles não têm expectativas quanto aos lugares para onde vão e é isso que faz dos shows mais interessantes para eles. “Nós não viemos com um pré-julgamento sobre o Brasil”, fala Molter.

A banda de rock independente Debate vai acompanhar o Medications em praticamente todos os shows pelo Brasil. Há dois anos na estrada e com um novo disco pronto para ser lançado, o trio composto pelo vocalista e guitarrista Sérgio Ugeda, o baixista Marcelo Mandaji e pelo baterista Richard Ribeiro, está a todo vapor. Acabaram de voltar de uma turnê que cruzou todos Estados Unidos, onde gravaram um novo álbum com o produtor Steve Albini, o mesmo do último disco do Nirvana.
De acordo com os integrantes da banda é muito difícil ainda ter uma banda independente no Brasil, mas em compensação não existem essas barreiras no exterior. Isso ainda é um desafio para as bandas nacionais que conseguem divulgar melhor o trabalho fora do país do que aqui.
Segundo Francesca Dorsa, integrante da produtora “The Cinderellas” que trouxe a banda para o Brasil, quando fizeram o convite por e-mail para que a Medications viesse tocar, eles se manifestaram muito positivamente e disseram que não havia nada que eles quisessem mais do que tocar no Brasil. “Não imaginava que eles aceitariam tão rápido”, conta.

Catherine Rocha


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