Entrevista
com Paulo da Costa Dias, prefeito de Consolação
O Regional
- Quais são suas prioridades para o município?
Paulo da Costa Dias - Primeiramente teremos que ver quais são
as prioridades do lugar para depois começarmos a trabalhar. Agora, de
imediato, temos que arrumar as estradas, por causa das chuvas, depois, vamos
aos poucos encaixando as coisas no seu devido lugar.
O Regional - Como é administrar uma cidade do tamanho de Consolação?
P. C. D - Até agora eu não vi dificuldades, porque eu acho
que o sistema tem que encaminhar certinho. Quando colocarmos no eixo, vai funcionar
direito. Agora, do jeito que nós pegamos é complicado. Não
tem nada, está tudo desprogramado, tudo bagunçado. Tem que mexer
em tudo.
O Regional - Fora à questão das estradas, qual outro grande
problema?
P. C. D. - Consolação, para falar a verdade, se nós
não melhorarmos a estrada para chegar empregos, fica complicado administrar,
porque o povo fica muito carente e dependente da prefeitura. Tudo precisa da
prefeitura. Isso nós vamos mudar mais para frente. São pequenas
coisas, mas vamos mudar. Vamos trazer pequenas firmas ou pequenos comércios.
O povo já se acostumou a depender da prefeitura. Mas tem que depender
mesmo, porque o principal objetivo numa cidade hoje é o emprego.
O Regional - E o senhor pretende gerar emprego como? Através
do turismo, agricultura?
P. C. D. - Em um pouco de cada. Vamos investir na agricultura, investir
bastante, tentar ajudar eles, e o turismo também, é a porta de
Consolação. Em Consolação, se chegar um turista
é complicado, não tem onde ficar. Mas o turismo é a solução,
só não é mais importante do que a estrada. Se nós
não lutarmos para melhorar a estrada, ninguém vai vir para cá.
Se chove, como fazer para escoar as mercadorias? Se nós não tivéssemos
comprado um caminhão de pedras, juntamente com o prefeito do Córrego,
João de Deus, não tinha como trafegar, estava tudo parado. Vontade
nós temos, vamos lutar para isso. Têm pessoas que querem montar
um estabelecimento em Consolação, mas não tem uma estrutura
para montar uma pequena fábrica em lugar nenhum. Fica complicado. Temos
que lutar para tentar arrumar um lugar, para alguém montar, para ajudar
a cidade. E isso a prefeitura nem podia fazer, mas tem que ser feito.
O Regional - Basicamente a renda do município vem de onde? E
de quanto é a arrecadação municipal.
P. C. D. - Agricultura e pecuária, e ainda assim é fraca.
Temos gado de corte e de leite, mas é voltado mais para o leite. Está
numa faixa de R$ 140 mil mensais. Mas isso é aproximadamente, tem mês
que sobe um pouco. Agora no começo do ano melhora, porque tem o IPVA
e os impostos, mas no meio do ano, fica mais complicado.
O Regional - Estivemos na festa do morango, no ano passado, e ficamos
sabendo que a produção de morango vem crescendo. O que fazer para
melhorar esse cenário?
P. C. D. - Precisamos incentivar ainda mais. Tem uma associação
dos pequenos produtores de leite lá, mas os outros tipos de lavoura ficaram
para trás. Quando o Emater começar a trabalhar lá, com
agrônomo, vamos tentar incentivar esse lado. Dar apoio para esse povo
que não tem condições de nada.